quinta-feira, 5 de junho de 2008

Ausência
Carlos Drummond De Andrade

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

- É incrível, como eu me sinto nu, quando leio Carlos Drummond.É como se ele explicasse em palavras aquilo que sinto, intensa e permanente em minha alma. E ao mesmo tempo em que a Ausência de Drummond é forte ali nas palavras, ela se torna igualmente forte aqui. No meu estado. No meu íntimo. Em min.

2 comentários:

Bárbara Hoppus. disse...

me sinto burra e insensivel quando visito seu blog andre cezar !
(SIM, EU VISITO ESCONDIDO :D)

adoreeeeei, eh tudo mto a sua cara :D

Clara disse...

deixa eu dizer denovo o quanto eu te admiro, cara?
nao dá nem de explicar ><

hem... o livro eu encontrei na ufac, super por acaso...
ele é único por lá e tem a capa preta já reencadernada por ser muito antigo... nem tive como traze-lo pois nao tenho a carteirinha da biblioteca... o li em algumas horas -tempo prolongado, pois relia de tanto q morria :} -aai eh nessas horas q eu me sinto uma boba -a maior, diga-se de passagem...

;* supersaudades