quarta-feira, 20 de março de 2013


      Rafael Guerche
      oi 
        deixa eu te perguntar uma coisa... vc nem leu os meus textos né?
  • André Cezar Mendes
    li alguns que vc postou no face, mas tudo não...
    aqueles arquivos que vc me mandou completo n
    • Rafael Guerche
      leu os do face?
      o que me diz... rs
      ?
      • André Cezar Mendes
        Gosto quando você usa o Lemisnki dizendo que o amor "se transforma numa matéria-prima". Quando acrescenta questões se acaba ou se trasnforma, ou se são inacabadas isso pra mim não são mais questões em relação ao amor
        Acho que é fechar a suspensão do tema e chegar no amor cotidiano.
        Fico pensando por que se perguntar se o amor é inacabavel
        é como encontrar matéria prima de melancolia
        • André Cezar Mendes
          E, em outra quando fala : o amor não dói, acho pouco, pq o amor sai do espaço de mistério e possibilidade pra operar um campo que aceita certezas, como o fato dele não doer.
          O que dói é a incompreensão
          O desamor
          Os aparentes e os quase insignificantes desafetos
          Dói a ausência
          E tudo aquilo que poderia ter sido...
          O último abraço
          O último olhar
          O beijo definitivo
          O adeus, que pela nossa covardia, não nos permitimos...
          Dói o que fizemos com tudo isso que não foi.
          • Rafael Guerche
            nossa vc leu mesmo  , o engraçado é que vc acompanhou as últimas coisas que eu postei e não as compartilhei pra vc ler, é como se vc olhasse não para onde eu me apontei, mas para onde o seu interesse te despertou, isso me deu a sensação de estar sendo visto, e é estranho, não sei como explicar...
            por que eu me pergunto sobre amores inacabados?
            hum... não sei. também estou buscando este porque, sinto que ele está em algum lugar e vou encontrar.
            • Rafael Guerche
              mas eu intuo que já não temos mais tempo para finalizar mais nada, as coisas se perdem, se liquefazem
              permanecem inacabadas e intocadas
              despertencidas
              • Rafael Guerche
                e é tudo tão rápido e inacabado, que posso te encontrar neste café que ainda não conseguimos marcar, mas acontecerá quem sabe... te amar no início do café, durante o café e quando formos pegar o metrô e vc seguir o seu destino e eu o meu, a experiência do café se perderá na velocidade, nos encontros e nos desencontros do metrô, rs... claro o maor tbm pode se acabar antes mesmo do café acontecer, pode se acabar na espera, claro estou tratando do amor aqui como uma metáfora, não estou dizendo que te amo, ou vou ao café intencionado te amar, estou chamando de amor alguma outra coisa que talvez eu nem saiba nomear... ufa, rs
                • André Cezar Mendes
                  Eu tenho uma outra visão em relação a isso. Acho que o amor na "pós-modernidade" tem outras potencialidades e é como uma micropolítica, que se faz, se realiza, às vezes intuitivamente e outras conscientemente ( esta acredito pode chegar as suas maiores possibilidades). Nesses espaço de melancolia do amor reprimido, recusado, traído, que acabada, de desafeto e desamor, o amor "pós-moderno" não encontra potencialidades novas e se resume ao individuo ciumento, sofredor, capitalista, carente, possessivo, melancolico. O amor deve ser mais que isso. Deve abrir espaço no sentido social da atual existência para modificações e transformações absurdas do homem. Tenho cada vez mais a impressão de que esse amor que você fala que pode acabar na entrada do metro e despedida do café não é o amor que podemos ter, mas uma ilusão do desejo de amor, que se cegamente atralado a maneira como vem sendo construido nosso amor, monogamico, capitalista, genital, capital, funciona na mesma lógica do produtos comerciais que acabam loga pra que se arranje (compre) outro. Enfim, quero dizer muitas coisas, mas o que mais quero dizer é que o amor não é dor, em essencia. Nem essencia o amor tem. Ele é como o queremos. E eu quero uma amor que modifique.
                  • Rafael Guerche
                    lindo isso!!!! ai se eu pudesse usar este texto que escreveu, rs... talvez não consiga perceber, mas estou dizendo a mesma coisa que vc e quando uso o amor do metro pra exemplificar... não é o amor que eu acredito, mas o jeito de mar que mesmo acidentalmente nos esbarramos, pq sim queremos um amor diferente, que nos modifique, isso é lindo, mas em que mundo vivemos, como amamos, mesmo?
                    • Rafael Guerche
                      ah... e o amor que queremos também pode ser tão egoísta e individualista... como o amor capitalista, porque ainda é só o que queremos, e sempre não vamos querer uma mesma coisa, vc sempre vai querer aquilo que eu não quero e eu vou querer o que vc não quer... só nos restarão os acordos, também produto de uma sociedade pós-moderna, onde tudo está sob controle, até o que queremos, rs
                      • André Cezar Mendes
                        quando digo no amor como micropolítica é porque só ele pode atravessar esse controle social . É inexorável a esse amor "novo" o fato de realizar seus desejos e que são só seus. Nesse amor que modifica existe espaço pro meu desejo - o que vc chama de egoísmo - e pro do outro, pro que ele quer e pro eu quero.
                        • André Cezar Mendes
                          sem ferir, sem dor e sem sofrimento
                          • Rafael Guerche
                            sabe que acabamos de fazer uma performance? eu compartilhei uma coisa com vc, vc também compartilhou e depois jogamos o nosso diálogo privado em meio a um meio de comunicação virtual, portanto público... vi que postou o que me escreveu, rs... ou seja me multiplicou em tantos outros interlocutores. 
                            • Rafael Guerche
                              percebe agora como tudo é tão rápido... rs
                              há alguns segundos o que era só nosso agora é público  ... é por isso que isto me move neste momento... histórias curtas sobre amores inacabados
                              • André Cezar Mendes
                                mas a rapidez não é a causa do amor se acabar, ela pode ser um motivo pelo qual não se entende as potencialidades amorsas
                                • Rafael Guerche
                                  mas eu estou dizendo que o amor não acaba, estou dizendo que ele é inacabado, porque ele se transforma... do café pro metrô
                                  de uma conversa privada que se torna pública e deixa de ser só uma uma realidade entre dois e se torna uma performance virtual
                                  • André Cezar Mendes
                                    sim, capaz tbm de modificar!
                                    • Rafael Guerche
                                      e depois de tudo isso... só resta uma coisa... o café? rs
                                      hahahaha,olha lá o que uma amiga sua escreveu que louco.... rs
                                      • André Cezar Mendes
                                        hahahzahahahaha
                                        • Rafael Guerche
                                          sobre o café, rs
                                          • André Cezar Mendes
                                            demais né
                                            nosso café aconteceré, logo, tudo deste lado fique mais tranquilo. Mas o café será!